Revista "The Times of India", Mumbai
8 de Março de 2011
Rajashree Birla é a presidente do Centro Aditya Birla para Iniciativas Comunitárias e Desenvolvimento Rural. Ela não acredita que homens e mulheres encarem
desafios diferentes uns dos outros e seu conselho para as mulheres é que uma vida pessoal e profissional equilibrada pode ser alcançada através de foco e determinação. Birla faz parte da equipe de diretores de diversos conselhos das empresas do Grupo Aditya Birla, como: Grasim Industries, Hindalco, UltraTech Cement e Aditya Birla Nuvo. Abaixo estão trechos de uma entrevista concedida por ela para a revista:
Quais foram os momentos decisivos na sua vida como mulher, principalmente como aquela que inspirou o crescimento dos negócios da família?
O meu compromisso com o Grupo é focado no Centro de Iniciativas Comunitárias e Desenvolvimento Rural. Nosso foco é melhorar a qualidade de vida dos setores mais pobres da sociedade. O momento decisivo da minha vida ocorreu quando eu construí um orfanato - O Centro Aditya Birla para o Bem Estar das Crianças – em Mumbai, há quase 30 anos atrás, com o meu marido Adityaji. Foi um sonho que se realizou uma vez que, desde criança, eu tinha o desejo de abrir um orfanato para que eu pudesse ajudar a cuidar de crianças necessitadas.
Uma mulher que é líder invariavelmente possui mais responsabilidade. Além daquelas do ambiente de trabalho, ela também precisa enfrentar desafios junto dos filhos, gerenciar o seu próprio lar, etc. Quão fácil ou difícil é isso? Qual o seu conselho para estas mulheres que precisam equilibrar a vida profissional com a pessoal?
Para as mulheres na Índia é um trabalho árduo. E ainda que não seja fácil, é possível manter um equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Ambos os lados, profissional e pessoal, demandam muito foco e determinação. É praticamente um malabarismo e eu fico empolgada quando observo os rapazes de hoje ajudando com as tarefas de casa. Acredito que isto seja uma tremenda evolução nos relacionamentos. Tendo disto isto, acredito que, mesmo que as mulheres lutem com esta questão, a prioridade absoluta e que deve estar sempre no centro dar responsabilidades é, antes de tudo, ser mãe.
Alguns dizem que as mulheres não são necessariamente boas chefes. Você acredita que esta afirmação seja apropriada?
Esta é uma visão bitolada. Nós temos um grande número de mulheres no nosso grupo e suas equipes vêm mostrando ótimos resultados,
Você acredita que as mulheres encarem desafios diferentes do que os homens quando se trata de "quebrar o telhado de vidro"?
Eu não acho, particularmente quando a empresa é uma meritocracia. As únicas coisas que importam são – os valores, competência e uma paixão desenfreada. Estes padrões valem tanto para os homens quanto para as mulheres. Se estes estiverem presentes, então o céu será o limite. No nosso grupo, 11% do nosso staff de nível executivo é composto de mulheres e, se eu for incluir o nível de supervisão, este número pula para 18%. E os números vêm crescendo a cada ano. Eu me recordo de ler um relatório de pesquisa da Grant Thornton International, que dizia que 24% dos cargos de nível gerencial sênior são ocupados por mulheres. Logo chegará o dia em que o telhado de vidro será apenas um mito.

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